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Política

Assessor de Lídio Lopes é preso em MS com R$ 127 mil e material de campanha

José Antônio Pires de Souza, ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Mundo Novo, foi abordado pela PM em Iguatemi; origem do dinheiro será apurada.

Por Redação
Assessor de Lídio Lopes é preso em MS com R$ 127 mil e material de campanha

O assessor parlamentar José Antônio Pires de Souza, de 71 anos, conhecido como Zé Bocão, foi preso pela Polícia Militar após ser flagrado com R$ 127 mil em dinheiro vivo e materiais de campanha eleitoral durante uma abordagem em Iguatemi, no sul de Mato Grosso do Sul. O caso ocorreu na noite de quarta-feira (30), na reta final das Eleições 2026.

José Antônio é ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Mundo Novo. Atualmente, atua como assessor do deputado estadual Lídio Lopes (Avante), que disputa a reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Segundo o registro da ocorrência, o material eleitoral encontrado no veículo estava relacionado à campanha do parlamentar.

Abordagem ocorreu após denúncia

De acordo com o registro policial, a equipe recebeu uma denúncia de que um veículo estaria trafegando em alta velocidade pela região urbana de Iguatemi e seguiria em direção a Japorã. Havia ainda a informação de que o automóvel poderia estar transportando material ilícito.

Os policiais localizaram o veículo nas proximidades de um bar e realizaram a abordagem. José Antônio informou que havia saído de Campo Grande e seguia para Mundo Novo.

Durante a vistoria, os militares encontraram uma mochila preta com diversos pacotes contendo dinheiro. Outro volume estava em uma sacola junto a roupas. Parte dos pacotes tinha anotações com valores individualizados.

Um dos volumes aberto durante a abordagem continha R$ 14 mil em cédulas de R$ 50 e R$ 100. Questionado sobre o restante, o motorista afirmou, conforme o boletim, acreditar que a quantia total estaria entre R$ 60 mil e R$ 100 mil. Ao final da contagem, foram apreendidos R$ 127 mil.

Dinheiro estava junto de materiais de campanha

Além do dinheiro, os policiais encontraram no veículo e no porta-malas santinhos, adesivos, faixas e outros materiais relacionados à campanha de Lídio Lopes.

Ainda segundo o registro policial, José Antônio afirmou que trabalhava na campanha e que levaria o dinheiro e os materiais para Mundo Novo. Ele não informou, entretanto, a origem da quantia aos agentes.

Um celular com adesivo de Lídio Lopes também foi localizado durante a ocorrência. O aparelho estava desligado e sem bateria.

A presença do dinheiro em espécie, a forma como os valores estavam separados e a existência de material eleitoral levaram o caso a ser registrado para investigação. Até o momento, não há informação pública que permita afirmar a finalidade do dinheiro ou estabelecer, por si só, uma relação entre a quantia apreendida e eventual prática de compra de votos.

Polícia relata suposta tentativa de suborno

A ocorrência ganhou outro desdobramento quando, segundo a Polícia Militar, José Antônio teria oferecido R$ 5 mil a cada policial para que o procedimento não tivesse continuidade.

Conforme o relato dos agentes, a oferta ocorreu depois que o assessor foi informado de que seria encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos. Diante da situação descrita no boletim, ele recebeu voz de prisão.

José Antônio foi levado para a Delegacia de Polícia de Iguatemi junto com o veículo, o dinheiro, os materiais de campanha e o telefone celular.

Ex-vereador de Mundo Novo

Antes de atuar como assessor parlamentar, José Antônio construiu sua trajetória política em Mundo Novo, município localizado na região sul do Estado. Documentos públicos da Câmara Municipal registram sua atuação como presidente da Casa.

O deputado estadual Lídio Lopes é candidato à reeleição pelo Avante nas Eleições 2026. Segundo os dados eleitorais disponíveis, sua candidatura foi deferida pela Justiça Eleitoral.

A reportagem procurou a assessoria do deputado para saber sua posição sobre a prisão do assessor, o transporte do dinheiro e a relação da quantia com a campanha. Até a última atualização, não houve resposta. A defesa de José Antônio também não havia sido localizada.

O caso deverá esclarecer a origem, a finalidade e a destinação dos R$ 127 mil, além das circunstâncias envolvendo a suposta tentativa de suborno relatada pelos policiais.

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