A Seleção Brasileira encerrou, na manhã desta terça-feira (23), a sua preparação para o confronto decisivo contra a Escócia, válido pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. A partida acontece nesta quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília), em Miami, e vale a manutenção da liderança do Grupo C para o time comandado pelo técnico Carlo Ancelotti.
O último trabalho tático foi realizado no Columbia Park, centro de treinamentos do New York Red Bulls, em Nova Jersey, e contou com a participação de 25 dos 26 atletas convocados. A única ausência confirmada é a do atacante Raphinha, que teve uma lesão diagnosticada no músculo posterior da coxa direita. Por outro lado, o goleiro Alisson treinou normalmente após ser poupado por controle de carga física no início da semana.
A principal novidade da atividade foi a presença constante de Neymar. Pelo terceiro dia consecutivo, o camisa 10 participou sem limitações do período aberto aos profissionais de imprensa. Afastado dos gramados desde a metade de maio por conta de uma lesão na panturrilha direita, a expectativa na comissão técnica é de que o jogador seja relacionado pela primeira vez no torneio mundial, figurando como opção no banco de reservas.
Sem pistas definitivas sobre a escalação inicial, Ancelotti estuda alternativas para suprir a ausência de Raphinha no setor ofensivo. Disputam a vaga pelo lado direito os atacantes Rayan e Luiz Henrique. Outra possibilidade testada anteriormente é o deslocamento de Gabriel Martinelli para o setor, função que o atleta do Arsenal já executou em compromissos amistosos da Seleção no início do ano.
Além da mudança forçada na ponta, a escalação pode passar por preservações estratégicas. O volante Casemiro e o lateral-esquerdo Douglas Santos entram em campo pendurados com um cartão amarelo. Caso sejam advertidos novamente diante dos escoceses, ambos cumprirão suspensão automática na abertura do mata-mata. Se o treinador optar por resguardar os titulares, Fabinho e Alex Sandro surgem como os substitutos naturais.
A definição das primeiras posições do Grupo C interfere diretamente na logística da delegação. O Brasil lidera a chave com quatro pontos, empatado com o Marrocos, mas em vantagem no saldo de gols (3 a 1). A Escócia ocupa o terceiro lugar com três pontos, enquanto o Haiti está eliminado. Terminar na liderança garante ao Brasil a permanência em sua base fixa em Nova Jersey para as próximas fases. Caso avance na segunda colocação, a equipe precisará viajar até Monterrey, no México, para disputar a primeira etapa eliminatória.