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Agronegócio

China se compromete a comprar US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos EUA após reunião de líderes

Acordo firmado entre Donald Trump e Xi Jinping tenta reverter queda histórica de 65% no comércio bilateral registrada no último ano.

Por Redação
China se compromete a comprar US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos EUA após reunião de líderes

O governo da China assumiu o compromisso formal de adquirir um montante mínimo de US$ 17 bilhões em produtos agrícolas de origem norte-americana ao longo do triênio que compreende os anos de 2026, 2027 e 2028. Os termos do entendimento foram detalhados pela Casa Branca em um documento informativo oficial divulgado neste domingo (17), após negociações diretas conduzidas na última semana entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping.

De acordo com o comunicado emitido pela administração norte-americana, a cifra bilionária estipulada para os próximos três anos funcionará de maneira independente dos acordos de fornecimento de soja que já haviam sido firmados previamente entre as duas potências em outubro de 2025.

O pacto surge como um esforço para estabilizar as relações comerciais, severamente abaladas por uma escalada de barreiras alfandegárias. Segundo estatísticas compiladas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, as sucessivas rodadas de tarifas retaliatórias aplicadas no ano passado estrangularam o fluxo de exportações do agronegócio norte-americano rumo ao mercado asiático. O impacto resultou em uma retração expressiva de 65,7% no faturamento do setor em 2025, fazendo as trocas comerciais despencarem para US$ 8,4 bilhões.

A conjuntura recente reflete uma mudança estrutural na estratégia geopolítica de Pequim. Desde o primeiro mandato de Donald Trump na Casa Branca, a China vinha reduzindo de forma contínua a sua dependência de insumos vindos dos campos norte-americanos. Em 2016, as importações vindas dos Estados Unidos representavam 41% de toda a soja consumida no mercado chinês; em 2024, ano que antecedeu o retorno do republicano à presidência, essa participação de mercado havia encolhido para cerca de 20%.

Além das metas globais de faturamento, a nova rodada de negociações estabelece que as autoridades regulatórias de ambos os países trabalharão em cooperação para remover entraves burocráticos e sanitários. O planejamento prevê a suspensão de restrições que atualmente pesam sobre frigoríficos de carne bovina dos Estados Unidos, além da retomada gradual da compra de carne de ave proveniente de estados norte-americanos certificados como livres de surtos de gripe aviária.

No plano institucional, os governos confirmaram que as duas maiores potências econômicas globais fundarão formalmente o Conselho de Comércio EUA-China e o Conselho de Investimento EUA-China. Em declarações anteriores que alinham as expectativas dos dois lados da mesa, o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, destacou que os novos órgãos colegiados terão a função de mediar divergências sobre acesso a mercados e garantir uma expansão sustentada do fluxo de mercadorias sob uma política de redução tarifária recíproca.

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