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Agronegócio

Exportações de algodão do Brasil quebram recorde histórico para o mês de maio

Dados da Secex apontam embarque de 230 mil toneladas na parcial do mês, superando o total de 2025; diferença de preços entre mercado interno e externo atinge maior patamar desde 2022

Por Redação
Exportações de algodão do Brasil quebram recorde histórico para o mês de maio

Mesmo antes do fechamento do mês, as exportações brasileiras de algodão em pluma registraram o maior volume da série histórica para os meses de maio. De acordo com o balanço da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou 230,34 mil toneladas do produto nos primeiros 15 dias úteis do período. O montante representa um avanço de 19,8% quando comparado ao total consolidado em maio de 2025.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que o ritmo acelerado dos embarques contrasta com o comportamento do mercado spot interno, que opera com negociações pontuais. Apesar do recorde para o mês, o desempenho parcial atual é 37,8% menor do que o observado em abril de 2026. Por outro lado, a média diária de envios ao exterior atingiu 15,36 mil toneladas, o que significa uma alta de 67,8% perante a média de 9,15 mil toneladas registrada no mesmo intervalo do ano anterior.

No acumulado da safra 2025/26, iniciada em agosto do ano passado, o fluxo de exportações já ultrapassou a marca de 2,9 milhões de toneladas até a terceira semana de maio. Esse patamar supera em 4% o volume integral escoado ao longo de toda a temporada anterior (2024/25), que fechou em 2,84 milhões de toneladas.

O desempenho acima das projeções iniciais levou a consultoria StoneX a reajustar suas estimativas. O teto projetado para os embarques da atual safra subiu 6,5%, passando para 3,3 milhões de toneladas, diante de uma produção nacional estimada em 3,86 milhões de toneladas do insumo.

No aspecto financeiro, o preço médio obtido com as vendas externas na parcial de maio fixou-se em US$ 0,6995 por libra-peso. O valor demonstra uma recuperação de 1,9% frente aos preços praticados em abril de 2026, mas carrega uma retração de 4,2% na comparação com o faturamento de maio de 2025.

A conversão cambial situa a média de exportação em R$ 3,4776 por libra-peso, patamar 17,5% inferior às cotações vigentes dentro do mercado interno brasileiro, onde a média spot orbita em R$ 4,2154 por libra-peso. Conforme os pesquisadores do Cepea, este deságio do produto exportado frente ao mercado doméstico é o mais acentuado desde setembro de 2022, quando a diferença atingiu 21%.

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