ícone whatsapp ícone instagram
Vida & Comportamento

Pets vivem mais e exigem novos cuidados na terceira idade; especialistas orientam famílias sobre envelhecimento dos animais

Com o aumento da expectativa de vida de cães e gatos, veterinária e psicóloga destacam a importância do acompanhamento da saúde e do preparo emocional dos tutores.

Por Redação
Pets vivem mais e exigem novos cuidados na terceira idade; especialistas orientam famílias sobre envelhecimento dos animais

O envelhecimento dos animais de estimação tem se tornado uma realidade cada vez mais presente nos lares brasileiros. Com os avanços da Medicina Veterinária, alimentação mais adequada e maior atenção dos tutores, cães e gatos passaram a viver mais, tornando a fase da terceira idade um período que exige cuidados específicos e também preparação emocional das famílias.

Embora seja natural perceber mudanças de comportamento com o passar dos anos — como menor disposição para brincar, mais horas de sono e dificuldades para caminhar ou subir em móveis — especialistas alertam que esses sinais não devem ser encarados apenas como consequência da idade.

Segundo a médica-veterinária e docente do curso de Medicina Veterinária da Estácio, Gizelly Bandeira, a maior longevidade dos animais reflete a evolução dos cuidados oferecidos ao longo da vida.

Ela explica que hoje é possível encontrar cães vivendo cerca de 20 anos e gatos alcançando até 22 anos, com boa qualidade de vida, resultado da combinação entre alimentação equilibrada, prevenção de doenças e acompanhamento veterinário contínuo.

Envelhecer não significa adoecer

De acordo com a especialista, cães e gatos entram na fase considerada idosa, em média, entre os 6 e 7 anos de idade. A partir desse momento, consultas e exames periódicos tornam-se ainda mais importantes para identificar alterações precocemente e aumentar as chances de tratamento.

Além das avaliações clínicas, os tutores devem observar mudanças no comportamento do animal, como perda de apetite, tosse frequente, cansaço excessivo, dificuldade para caminhar ou qualquer alteração incomum na rotina.

A veterinária destaca que um dos equívocos mais comuns é acreditar que todo sintoma faz parte do envelhecimento natural.

“Idade não é doença. Não existe isso de ‘ele está assim porque é velhinho’. Deve-se cuidar e tratar o pet para que ele envelheça bem”, ressalta.

Entre os problemas de saúde mais frequentes nessa fase estão doenças cardíacas, respiratórias, renais, endócrinas e alterações na saúde bucal. A alimentação também precisa ser adaptada às necessidades nutricionais dos animais idosos, sempre com orientação profissional.

O impacto emocional para os tutores

O envelhecimento dos pets também costuma provocar mudanças na rotina e nas emoções das famílias. Para muitos tutores, acompanhar a redução da disposição do animal desperta sentimentos como tristeza, ansiedade, preocupação e medo da perda.

A coordenadora do curso de Psicologia da Estácio, Maísa Colombo Lima, explica que os animais passaram a ocupar um espaço importante nas relações afetivas, sendo considerados integrantes da família em muitos lares.

Segundo ela, a convivência diária fortalece vínculos de companhia, acolhimento e pertencimento, o que faz com que as limitações trazidas pela idade tenham impacto emocional significativo.

A psicóloga observa que, em alguns casos, os tutores passam a vivenciar o chamado luto antecipatório, quando o sofrimento surge antes mesmo da perda, alimentado pelo receio do futuro.

“Esse sentimento é compreensível, porque geralmente aparece justamente onde existe amor e vínculo”, afirma.

Ainda assim, ela ressalta que reconhecer o envelhecimento do animal não significa desistir dele, mas adaptar os cuidados para garantir conforto e qualidade de vida.

Cuidado também envolve acolhimento

Especialistas recomendam que a família compartilhe responsabilidades, converse sobre as mudanças observadas e concentre a atenção nas necessidades atuais do pet, evitando antecipar cenários negativos.

Quando sentimentos como culpa, tristeza ou ansiedade passam a interferir na rotina, no trabalho, no sono ou nos relacionamentos, buscar apoio psicológico pode ser uma forma de enfrentar esse período de maneira mais saudável.

Para veterinários e psicólogos, envelhecer faz parte do ciclo de vida dos animais. Com acompanhamento adequado, atenção aos sinais e suporte emocional para toda a família, é possível proporcionar mais conforto, bem-estar e qualidade de vida aos pets durante essa fase.

Gostou? Compartilhe:

Notícias Relacionadas

+ ver mais