As forças armadas de Israel realizaram uma operação aérea na Faixa de Gaza que resultou na morte de Izz al-Din al-Haddad, apontado como o principal chefe da ala militar do Hamas na região. A ação, ocorrida na última sexta-feira (15), representa o golpe mais severo contra a liderança do grupo desde o estabelecimento do cessar-fogo em outubro do ano passado, costurado com o apoio diplomático dos Estados Unidos para tentar estancar as hostilidades no enclave palestino.
A perda do comandante foi confirmada oficialmente por representantes do próprio Hamas. Por meio de um pronunciamento em vídeo veiculado no Facebook, o porta-voz do grupo em Gaza, Hazem Qassem, validou o óbito de Haddad, embora não tenha fornecido detalhes adicionais sobre as circunstâncias específicas que envolveram o bombardeio ou o colapso da estrutura atingida.
O rastro do bombardeio, contudo, estendeu-se para além do alvo militar. De acordo com informações de equipes médicas locais, a ofensiva israelense da última sexta-feira envolveu pelo menos duas incursões aéreas distintas no território de Gaza, culminando na morte de sete palestinos. Entre as vítimas civis contabilizadas pelas autoridades de saúde estão três mulheres e uma criança. Fontes locais no território informaram que o projétil que vitimou Haddad atingiu diretamente um edifício residencial.
O sepultamento do chefe militar ocorreu neste sábado na Mesquita dos Mártires de Al Aqsa, localizada na região central de Gaza. O funeral coletivo reuniu familiares e aliados para a despedida de Haddad, de sua esposa e de sua filha, uma jovem de 19 anos, ambas também mortas em decorrência do impacto da explosão no prédio de apartamentos.
Por outro lado, o comando militar de Israel classificou a operação na Cidade de Gaza como um “ataque preciso”, planejado estrategicamente para neutralizar o alto escalão da organização. O episódio joga luz sobre a fragilidade da trégua na região, uma vez que as forças israelenses vêm mantendo uma frequência de incursões e bombardeios pontuais em Gaza mesmo após a assinatura do termo de cessar-fogo de outubro.