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Internacional

Keiko Fujimori consolida liderança no Peru com 99% das urnas apuradas; oposição contesta resultado

Candidata de direita aproxima-se da Presidência por margem estreita, enquanto o rival de esquerda, Roberto Sánchez, aponta irregularidades e convoca protestos.

Por Redação
Keiko Fujimori consolida liderança no Peru com 99% das urnas apuradas; oposição contesta resultado

A apuração do segundo turno das eleições presidenciais no Peru entrou na fase final nesta quinta-feira (18), apontando a candidata de direita Keiko Fujimori como provável vencedora do pleito. Com 99,38% das urnas processadas pela autoridade eleitoral local, Fujimori mantém uma vantagem estreita, porém considerada irreversível por analistas políticos, somando 50,11% dos votos válidos contra 49,89% de seu oponente de esquerda, Roberto Sánchez.

A diferença absoluta entre os dois concorrentes é de 39.115 votos, um cenário que mantém o país em forte tensão política desde a votação realizada em 7 de junho. Restam apenas 0,6% dos votos a serem computados, a maioria concentrada em cédulas contestadas que somam cerca de 140 mil sufrágios pendentes de análise jurídica.

De acordo com o consultor de dados da firma Caleidos, Gonzalo Márquez, a tendência matemática favorece a candidata direitista, uma vez que cerca de 60% desse montante residual provém da região metropolitana de Lima e de eleitores residentes no exterior — colégios eleitorais onde a candidatura de Fujimori registrou um desempenho significativamente superior ao do rival. Diante desse panorama, o especialista avalia que as chances de uma virada na reta final são nulas.

Caso o resultado se confirme, Keiko Fujimori fará história ao se tornar a primeira mulher eleita de forma direta para chefiar o Executivo peruano. O feito ocorre após três derrotas consecutivas em segundos turnos presidenciais, incluindo o pleito de 2021, quando perdeu a liderança do país para o esquerdista Pedro Castillo por uma diferença de apenas 44.200 votos.

O desfecho iminente, contudo, enfrenta forte resistência da oposição. O partido liderado por Roberto Sánchez formalizou recursos na Justiça eleitoral na tentativa de anular atas de votação favoráveis à adversária. Sob a alegação de supostas irregularidades cometidas pelos órgãos oficiais de apuração, a coligação de esquerda convocou uma série de manifestações populares na capital, Lima, agendadas para esta sexta-feira.

Apesar do clima de polarização e dos questionamentos da oposição, observadores internacionais tentam conter a crise institucional. As missões diplomáticas enviadas pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e pela União Europeia (UE) emitiram comunicados independentes atestando a normalidade e a transparência do processo de votação. Ambas as entidades reforçaram o apelo para que as forças políticas e os cidadãos mantenham a calma e aguardem a proclamação do resultado oficial pelas autoridades competentes.

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