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Política

PF e investigações no Rio geram crise no PL e ameaçam chapas de aliados de Flávio Bolsonaro

Operações consecutivas contra Cláudio Castro e suspeitas envolvendo Márcio Canella forçam partido a articular trocas urgentes para proteger palanque presidencial.

Por Redação
PF e investigações no Rio geram crise no PL e ameaçam chapas de aliados de Flávio Bolsonaro

As recentes ações da Polícia Federal e o avanço de investigações sob sigilo no Rio de Janeiro provocaram uma forte instabilidade nos bastidores do PL fluminense. O cenário de desgaste, que atinge diretamente o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União), ambos pré-candidatos ao Senado, desencadeou um movimento interno na legenda para reformular as composições eleitorais no estado. O principal objetivo da cúpula partidária é criar uma barreira de proteção em torno da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, preservando seu principal reduto político.

A repercussão de duas operações consecutivas da PF contra Cláudio Castro em um curto intervalo de tempo deteriorou o apoio político ao ex-governador. Nos bastidores, correligionários avaliam a permanência de Castro na disputa como inviável e pressionam por uma substituição imediata. Embora a direção do PL evite posicionamentos oficiais definitivos, membros da legenda admitem que os riscos políticos e a possibilidade de novos desdobramentos jurídicos impedem a manutenção do nome de Castro na chapa.

Em paralelo, a ala bolsonarista articula o rompimento do acordo com a federação União Progressista, que indicou Márcio Canella para a disputa ao Senado ao lado de Flávio Bolsonaro. Canella é alvo de apurações preliminares do Ministério Público do Rio de Janeiro, que investigam supostas irregularidades envolvendo o Rioprevidência e uma rede de postos de combustíveis ligada a intermediários.

Diante do duplo impasse, duas alternativas ganharam força para ocupar as vagas ao Senado. O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) é um dos cotados, visto por aliados como um nome capaz de atuar no enfrentamento de debates econômicos e institucionais sensíveis. O outro nome avaliado é o do delegado Felipe Curi (PP), ex-secretário da Polícia Civil fluminense. Curi, que liderou uma operação policial de grande escala nos complexos da Penha e do Alemão no ano passado, reforçaria a plataforma voltada à segurança pública.

Outra alternativa monitorada por institutos de pesquisa foi o nome de Rogéria Bolsonaro, mãe do senador. Contudo, interlocutores próximos indicam que a viabilidade de sua candidatura é baixa, com o próprio Flávio sinalizando anteriormente a possibilidade de integrá-la como suplente na chapa majoritária.

No desenho atual para o governo estadual, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Douglas Ruas (PL-RJ), permanece consolidado como o pré-candidato ao Palácio Guanabara. Defensores de seu nome argumentam que sua passagem pela Secretaria Estadual de Cidades ocorreu como indicação direta do partido, e não por vínculo pessoal com a gestão de Castro. As mudanças, contudo, devem atingir a vaga de vice na chapa de Ruas: o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) desponta como o favorito para o posto, enquanto a legenda tenta atrair o Republicanos para consolidar a coalizão.

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