Uma bebê de apenas 1 ano e 11 dias está internada em estado grave na Santa Casa de Campo Grande após exames médicos identificarem lesões severas na região íntima compatíveis com sinais de abuso sexual. O caso foi registrado na noite de domingo (24) e é investigado pela Polícia Civil como estupro de vulnerável.
Segundo o boletim de ocorrência, a criança precisou ser intubada após apresentar complicações de saúde e segue sob cuidados intensivos na unidade hospitalar. O Conselho Tutelar da Região Norte acompanha o caso.
De acordo com as informações registradas pela polícia, a mãe da menina, de 20 anos, relatou que havia deixado a filha aos cuidados de uma mulher conhecida da família, descrita como uma “tia de consideração”, enquanto realizava tarefas domésticas. Durante o período em que estava na residência da mulher, a bebê passou mal, vomitou e sofreu uma convulsão.
A criança foi levada inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Vila Almeida. Após avaliação médica, devido à gravidade do quadro clínico, ela precisou ser transferida para a ala de emergência da Santa Casa.
Foi durante os exames realizados no hospital que médicos identificaram “lesões severas e atípicas” na região íntima da bebê. Conforme o laudo médico, havia indícios de ferimentos antigos e recentes, circunstância que levantou a suspeita de violência sexual. A menina também recebeu medicação preventiva contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
O caso foi comunicado à Polícia Militar pelo serviço social da Santa Casa, que acionou os protocolos de proteção à criança.
Em depoimento, a mãe afirmou suspeitar do ex-companheiro, que está preso desde o início deste mês por violência doméstica contra ela. Segundo a mulher, o homem pode ter envolvimento no caso e passou a ser apontado como principal suspeito pela família.
Já a mulher que socorreu a criança contou à polícia que a bebê chegou à residência apresentando febre e teria se engasgado com o próprio vômito. Ela afirmou ainda que realizou uma manobra para desobstruir as vias respiratórias da menina antes de procurar atendimento médico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol como estupro de vulnerável. A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que deve ouvir testemunhas e aguarda a conclusão de exames periciais para esclarecer o caso.
Até a última atualização, o estado de saúde da bebê permanecia grave.