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Economia

Cesta básica registra queda de 5,31% em Dourados após cinco meses seguidos de alta

Pesquisa da UFGD aponta redução no custo dos alimentos em junho e melhora no poder de compra do trabalhador

Por Redação
Cesta básica registra queda de 5,31% em Dourados após cinco meses seguidos de alta

Depois de cinco meses consecutivos de aumento, o custo da cesta básica voltou a recuar em Dourados. Levantamento realizado pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) aponta que o conjunto de alimentos essenciais ficou 5,31% mais barato em junho de 2026 na comparação com maio, reduzindo o impacto das despesas no orçamento das famílias.

A pesquisa faz parte do projeto de extensão “O Comportamento dos Preços da Cesta Básica no Município de Dourados”, desenvolvido pelo curso de Ciências Econômicas da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia (FACE/UFGD). O levantamento foi realizado entre a última semana de junho e os primeiros dias de julho.

Com a redução, o valor da cesta passou de R$ 807,27 em maio para R$ 764,43 em junho. Isso representa um comprometimento de 47,16% do salário mínimo de R$ 1.621, enquanto no mês anterior a cesta consumia 49,80% da renda mínima.

Entre os 13 produtos analisados conforme a metodologia do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), oito apresentaram queda nos preços. O destaque foi o tomate, que registrou redução de 28,46%, seguido da batata (-19,04%), margarina (-8,26%), farinha de trigo (-7,35%), leite (-6,87%), óleo de soja (-5,19%), café (-2,50%) e açúcar (-1,73%).

Por outro lado, alguns itens ficaram mais caros. O feijão liderou as altas, com aumento de 6,79%, seguido pelo arroz, que subiu 6,57%. Também registraram elevação o pão francês (2,57%), a banana (0,74%) e a carne bovina (0,31%).

Segundo a análise da pesquisa, a retração observada em junho foi impulsionada principalmente pela queda nos preços do tomate, da batata, do café e do leite, produtos que juntos representam mais de um terço do valor total da cesta básica. Nos meses anteriores, especialmente tomate e batata haviam sido responsáveis por pressionar o custo dos alimentos em Dourados e em outras regiões do país.

Apesar do resultado positivo, os pesquisadores destacam que ainda não é possível afirmar que a tendência de queda será mantida nos próximos meses, já que fatores econômicos e o cenário internacional continuam influenciando os preços de combustíveis e alimentos.

Outro dado apresentado pelo estudo mostra que pesquisar preços antes das compras continua sendo uma estratégia importante para economizar. Em junho, a diferença encontrada entre supermercados da cidade para os mesmos produtos chegou a R$ 147,66, equivalente a uma variação de 21,73%. Segundo o levantamento, esse valor seria suficiente para adquirir aproximadamente 51 litros de etanol ou pouco mais de três quilos de carne bovina.

A redução do custo da cesta também refletiu diretamente no tempo de trabalho necessário para adquirir os alimentos básicos. Em maio, um trabalhador precisava dedicar 109 horas e 34 minutos de trabalho para comprar a cesta. Em junho, esse tempo caiu para 103 horas e 45 minutos, indicando uma recuperação do poder de compra em relação ao mês anterior.

O levantamento da UFGD acompanha mensalmente a evolução dos preços dos alimentos considerados essenciais e serve como indicador do impacto da inflação no orçamento das famílias douradenses.

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