O empresário Matheus Luiz de Castro Vasconcelos, de 22 anos, foi assassinado a tiros na manhã desta quarta-feira (22), enquanto aguardava a chegada de um eletricista no quintal da casa onde realizava reformas, no Bairro Novos Estados, em Campo Grande. A vítima morreu ainda no local antes da chegada do atendimento de emergência.
Segundo informações apuradas no local, Matheus estava sentado no quintal do imóvel quando foi surpreendido por dois homens que passaram em uma motocicleta efetuando diversos disparos. Mesmo tentando escapar, correndo para o interior da residência, ele foi atingido e não resistiu aos ferimentos.
O imóvel havia sido adquirido pelo jovem em janeiro deste ano e passava por reformas para receber a família. Conforme relato de familiares, ele esperava um profissional para dar continuidade às obras quando ocorreu o ataque.
Equipes da Polícia Militar e do Batalhão de Choque isolaram a área para os trabalhos da perícia. Durante a análise da cena do crime, foram recolhidas pelo menos 13 cápsulas de munição espalhadas pelo terreno da residência, localizada na Rua Itapuã.
Moradores da região relataram ter ouvido uma sequência de disparos nas primeiras horas da manhã. Inicialmente, muitos acreditaram que o barulho fosse provocado por motocicletas, até que a notícia do homicídio começou a circular em grupos de mensagens do bairro.
Um pedreiro que trabalhava na reforma da casa presenciou o atentado e descreveu os momentos de tensão vividos durante o ataque. Segundo ele, os disparos começaram por volta das 6h40.
De acordo com o trabalhador, a intensidade dos tiros chamou a atenção. Ele afirmou que chegou a se esconder atrás de um muro por medo de também ser atingido e relatou que houve uma breve pausa entre as rajadas de disparos, seguida de novos tiros.
O pedreiro também contou que conhecia Matheus havia cerca de três anos e afirmou que o jovem era natural de Camapuã. Conforme o relato, ele atuava na compra e venda de carros e motocicletas e se preparava para iniciar uma nova fase da vida ao lado da esposa, que está grávida de cinco meses.
A principal linha de investigação considera a possibilidade de que o homicídio tenha relação com agiotagem, embora a motivação ainda não tenha sido confirmada oficialmente pelas autoridades. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.
A Polícia Civil dará continuidade às investigações para identificar os autores do crime, esclarecer as circunstâncias da execução e confirmar a motivação do assassinato.