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Fiscalização apreende mais de uma tonelada de alimentos em atacadista de Campo Grande; gerente é preso

Operação conjunta flagrou fraudes em rótulos, produtos sem identificação e falta de controle em processos de descongelamento na Avenida Duque de Caxias.

Por Redação
Fiscalização apreende mais de uma tonelada de alimentos em atacadista de Campo Grande; gerente é preso

Uma força-tarefa interditou lotes de mercadorias e recolheu mais de uma tonelada de alimentos em um supermercado atacadista localizado na Avenida Duque de Caxias, no Bairro Santo Antônio, em Campo Grande, na manhã desta quinta-feira (18). A operação, motivada por denúncias de consumidores e órgãos reguladores, flagrou graves falhas na rotulagem, no armazenamento e no controle sanitário de carnes, embutidos e laticínios expostos ao público. O gerente do estabelecimento foi preso em flagrante durante a ação, mas o local segue aberto e funcionando.

A fiscalização integrada reuniu equipes do Procon, da Vigilância Sanitária, da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon) e do Serviço de Inspeção Municipal (SIM). O principal foco de irregularidade envolveu a falsificação ou duplicação de selos de qualidade. Conforme os agentes, a empresa utilizava o mesmo número de registro de inspeção para autenticar produtos completamente distintos, variando de cortes de carne e bacon até doces de goiaba.

A investigação teve início após dois alertas formais: um emitido pela própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e outro enviado por um cliente. Segundo a médica veterinária Luana Oliveira, fiscal do SIM, a inclusão de um doce de frutas com um selo exclusivo para produtos de origem animal acendeu o alerta imediato sobre as fraudes nas etiquetas.

No interior da loja, os fiscais identificaram gôndolas repletas de produtos fatiados sem nenhuma etiqueta de validade ou procedência, além de problemas estruturais na refrigeração. Outro ponto crítico destacado pela equipe técnica foi a ausência de planilhas que comprovassem o monitoramento do descongelamento das proteínas. O estabelecimento comercializava carnes anteriormente congeladas na condição de resfriadas, porém sem apresentar os registros que atestam a segurança do alimento para o consumo e o tempo correto de prateleira.

A coordenação da operação alertou que a falta de rigor nesses processos pode provocar contaminação cruzada e colocar em risco a saúde da população. Os alimentos recolhidos foram retirados diretamente das áreas de venda para pesagem e descarte.

O balanço inicial resultou em autuações administrativas aplicadas pelo Procon, Vigilância Sanitária e pelo serviço de inspeção local. Na esfera criminal, a Decon efetuou a prisão do responsável pelo comércio. Os produtos remanescentes que apresentaram suspeitas passaram por uma interdição de custódia, o que obriga a empresa a readequar suas instalações, implementar planilhas de controle rígidas e corrigir todas as inconformidades apontadas antes de retomar o giro normal desses estoques. As vistorias ficaram restritas à filial da Duque de Caxias.

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