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Economia

Inflação dos alimentos perde força em junho, mas batata, tomate e feijão seguem pressionando o bolso do consumidor

Desaceleração do grupo Alimentação reduz ritmo da inflação em junho, mas alimentos básicos ainda acumulam altas expressivas ao longo de 2026.

Por Redação
Inflação dos alimentos perde força em junho, mas batata, tomate e feijão seguem pressionando o bolso do consumidor

A inflação dos alimentos perdeu intensidade em junho, mas itens essenciais continuam registrando aumentos expressivos e seguem impactando o orçamento das famílias brasileiras. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o grupo Alimentação e Bebidas desacelerou de 1,38% em maio para 0,74% em junho, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15).

Apesar da redução no ritmo de alta, o segmento ainda foi o que mais contribuiu para o resultado da prévia da inflação do mês, respondendo por 0,16 ponto percentual dos 0,41% registrados pelo índice geral.

Dentro de casa, os alimentos continuaram mais caros. A alimentação no domicílio passou de alta de 1,73% em maio para 0,87% em junho. Entre os principais responsáveis pelo avanço aparecem a batata-inglesa, com aumento de 29,42%, seguida pelo tomate (17,27%), feijão-carioca (14,29%) e cebola (9,54%).

Os números do primeiro semestre reforçam a pressão sobre produtos básicos da cesta de consumo. O tomate acumula alta de 103,84% no ano, enquanto a cenoura registra avanço de 103,10%. A batata-inglesa também ultrapassou a marca de 100%, chegando a 100,20% de valorização no período.

Especialistas apontam que fatores climáticos explicam boa parte desse movimento. A produção da batata, por exemplo, é altamente sensível às condições do tempo. Excesso de chuvas, geadas e dificuldades durante a colheita reduzem a oferta e provocam aumentos rápidos nos preços. O mesmo cenário afetou culturas como tomate e feijão-carioca, prejudicadas por eventos climáticos adversos em regiões produtoras.

Enquanto alguns alimentos continuam pressionando a inflação, outros começaram a apresentar alívio. O café moído teve queda de 3,69% em junho, após meses consecutivos de forte valorização. Segundo o levantamento, a melhora nas perspectivas para a safra contribuiu para reduzir as cotações internacionais, refletindo também no mercado brasileiro. As frutas também registraram recuo, com variação negativa de 0,96%.

A alimentação fora do domicílio também mostrou desaceleração. A variação passou de 0,51% em maio para 0,40% em junho. As refeições servidas em restaurantes avançaram 0,39%, abaixo dos 0,57% registrados no mês anterior. Já o preço dos lanches apresentou comportamento diferente, acelerando de 0,37% para 0,45%.

Embora o ritmo da inflação dos alimentos tenha diminuído em junho, o comportamento dos produtos básicos indica que a pressão sobre o custo de vida permanece presente. A evolução das próximas safras e das condições climáticas deve continuar sendo um dos principais fatores para a definição dos preços ao consumidor nos próximos meses.


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