Uma operação conjunta entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Receita Federal resultou na apreensão de mais de 25 mil cigarros eletrônicos e cerca de 107 mil maços de cigarros convencionais contrabandeados. A ação, denominada Operação Rede de Fumaça, foi realizada nesta semana com o objetivo de combater a comercialização de produtos irregulares e reforçar a proteção à saúde pública.
Os dispositivos eletrônicos para fumar, popularmente conhecidos como cigarros eletrônicos ou vapes, seguem proibidos no Brasil. Segundo a Anvisa, a circulação desses produtos representa uma preocupação crescente, principalmente devido ao aumento do consumo entre jovens e adolescentes.
Em nota, a agência destacou que os cigarros eletrônicos continuam sendo comercializados de forma irregular, apesar da proibição estabelecida pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 855/2024.
De acordo com o órgão regulador, a fiscalização busca reduzir a oferta desses dispositivos no mercado nacional e impedir que produtos sem autorização sanitária cheguem aos consumidores.
Além da apreensão dos cigarros eletrônicos, a operação também retirou de circulação uma grande quantidade de cigarros convencionais introduzidos ilegalmente no país. O contrabando de produtos derivados do tabaco é considerado uma das principais fontes de abastecimento do mercado clandestino e gera prejuízos tanto para a saúde pública quanto para a arrecadação de impostos.
Outro ponto destacado pela Anvisa é o avanço das pesquisas sobre os impactos dos cigarros eletrônicos. Estudos recentes têm indicado que o uso desses dispositivos pode servir como porta de entrada para o consumo de produtos tradicionais de tabaco, especialmente entre os mais jovens.
Segundo a agência, levantamentos científicos apontam que usuários de cigarros eletrônicos apresentam maior probabilidade de migrar para o cigarro convencional quando comparados à população que nunca utilizou os dispositivos.
O alerta ganha relevância diante da popularização dos vapes nos últimos anos, impulsionada principalmente pela venda clandestina em redes sociais, aplicativos de mensagens e estabelecimentos não autorizados.
A Operação Rede de Fumaça integra um conjunto de ações voltadas ao combate do comércio ilegal de produtos fumígenos e à fiscalização do cumprimento das normas sanitárias em todo o território nacional.
Enquanto o mercado clandestino continua sendo alvo de monitoramento, autoridades reforçam que a comercialização, importação e distribuição de cigarros eletrônicos permanecem proibidas no Brasil.