ícone whatsapp ícone instagram
Notícias

Operação do MPMS contra golpes em aposentados cumpre mandados em São Paulo

Alvos da Operação Crédito Fantasma utilizavam dados vazados para enganar idosos e pensionistas; movimentação de um dos suspeitos superou R$ 2,3 milhões

Por Redação
Operação do MPMS contra golpes em aposentados cumpre mandados em São Paulo

Uma operação liderada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) foi deflagrada na manhã desta terça-feira (26) para desarticular uma organização criminosa sediada em São Paulo especializada em fraudes eletrônicas. Batizada de Operação Crédito Fantasma, a iniciativa tem como foco um grupo que visava contas bancárias de idosos, aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), registrando vítimas em território sul-mato-grossense.

A ofensiva resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. As ordens judiciais foram executadas em três municípios paulistas: na capital, em Campinas e em Guarulhos. A mobilização contou com o suporte do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo e da Polícia Civil daquele estado.

Conduzida pela 10ª Promotoria de Justiça de Campo Grande e pela Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC), a apuração detalhou o modus operandi dos suspeitos. O grupo entrava em contato telefônico com as vítimas fingindo representar instituições bancárias. Para dar legitimidade à abordagem, os investigados utilizavam dados bancários vazados ilicitamente e documentações falsificadas, induzindo os idosos a realizarem transferências via Pix.

Logística financeira e ocultação de valores

Assim que os recursos financeiros entravam nas contas controladas pela associação criminosa, iniciava-se um processo de dispersão dos valores. O dinheiro era transferido rapidamente para diversas contas correntes distintas, uma estratégia conhecida como pulverização financeira, adotada para dificultar o rastreamento por parte dos órgãos de fiscalização e da polícia.

Conforme apontam os dados do Ministério Público, a movimentação financeira de apenas um dos integrantes do grupo ultrapassou a cifra de R$ 2,3 milhões no intervalo de tempo monitorado pelas autoridades. Durante as diligências de busca e apreensão realizadas hoje, as equipes policiais confiscaram aparelhos celulares, computadores e documentos diversos, materiais que passarão por perícia técnica para mensurar a real escala do prejuízo financeiro causado e identificar outros possíveis envolvidos.

Prevenção e canais de denúncia

Diante das características do golpe, o MPMS emitiu uma recomendação pública reforçando que entidades bancárias e financeiras não realizam contatos telefônicos para solicitar transações financeiras, estornos, depósitos ou transferências via Pix para terceiros sob o pretexto de regularização contratual.

Cidadãos que identificarem tentativas de abordagens suspeitas ou que tenham sido lesados por condutas semelhantes podem formalizar denúncias diretamente junto à Ouvidoria do MPMS. O procedimento pode ser realizado por canais digitais, por meio do endereço eletrônico ouvidoria.mpms.mp.br.

Gostou? Compartilhe:

Notícias Relacionadas

+ ver mais