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Economia

Prévia da inflação desacelera para 0,62% em maio, mas alimentos e energia pressionam o bolso

Dados do IPCA-15 divulgados pelo IBGE mostram recuo em relação a abril; no acumulado de 12 meses, índice atinge 4,64% com impacto de tarifas e itens básicos

Por Redação
Prévia da inflação desacelera para 0,62% em maio, mas alimentos e energia pressionam o bolso

A prévia da inflação oficial do país apresentou desaceleração no mês de maio. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou variação de 0,62%, ficando 0,27 ponto percentual abaixo da taxa apurada em abril, que havia alcançado 0,89%. Os dados foram publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar do recuo mensal, a trajetória de médio prazo sinaliza aceleração quando confrontada com o mesmo período do ano passado, quando a taxa de maio havia sido de 0,36%. Com o resultado recente, o indicador passa a acumular uma alta de 3,02% no ano. Já no recorte dos últimos 12 meses, o avanço atinge 4,64%, patamar superior aos 4,37% medidos no balanço imediatamente anterior.

Entre as nove classes de produtos e serviços que compõem o sistema de pesquisa, o grupo de alimentação e bebidas exerceu o impacto mais severo sobre o orçamento das famílias, registrando alta de 1,38%. Logo em seguida, os segmentos de saúde e cuidados pessoais, com avanço de 1,05%, e de habitação, que subiu 1,03%, funcionaram como as principais forças de sustentação do índice geral.

No detalhamento dos alimentos consumidos em casa, a batata-inglesa liderou os reajustes com um salto expressivo de 26,29%, acompanhada pelo tomate, com alta de 12,97%, pelo leite longa vida, que subiu 6,07%, e pelas carnes, com elevação de 1,98%. Em contrapartida, itens de peso como a maçã e o café moído deram trégua ao consumidor, recuando 2,32% e 2,09%, respectivamente. Comer fora de casa também ficou ligeiramente mais barato na comparação mensal, desacelerando de 0,70% em abril para 0,51% em maio.

No setor de habitação, o encarecimento da energia elétrica residencial foi o principal fator de pressão individual, registrando alta de 2,16%. O movimento decorre da entrada em vigor da bandeira tarifária amarela, que adicionou uma cobrança de R$ 1,885 para cada 100 kWh consumidos. Paralelamente, o grupo de saúde foi impactado pela alta de 1,60% em higiene pessoal e de 1,25% em medicamentos, reflexo do reajuste anual de até 3,81% autorizado nos remédios.

O contrapeso que evitou um resultado mais agressivo no IPCA-15 veio do setor de transportes, única categoria a registrar deflação, com taxa de -0,33%. A retração foi puxada pela queda média de 1,47% nos combustíveis, com recuos no etanol (-2,73%), óleo diesel (-2,04%) e gasolina (-1,32%). Passagens aéreas, contudo, subiram 3,25% e o gás veicular avançou 2,12%. O levantamento de preços ocorreu no período de 16 de abril a 15 de maio, tomando como base famílias que recebem de 1 a 40 salários-mínimos em 11 grandes centros urbanos do país.

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