A Receita Federal libera nesta sexta-feira (24) a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Ao todo, 2.743.200 contribuintes terão direito ao crédito, que será depositado no próximo dia 31 de julho, somando R$ 4,61 bilhões em restituições.
De acordo com a Receita, os dois primeiros lotes concentraram cerca de 80% das restituições previstas para este ano, tanto em número de beneficiários quanto em valores pagos. O resultado, segundo o órgão, foi possível graças ao avanço dos sistemas de processamento, automação e modernização adotados na análise das declarações.
A consulta pode ser feita diretamente no portal da Receita Federal, por meio da opção “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, “Consultar a Restituição”. O serviço também está disponível no aplicativo oficial da Receita para celulares e tablets.
Como está dividido o terceiro lote
Neste lote, a maior parte dos pagamentos será destinada a contribuintes sem prioridade legal. A distribuição ocorre da seguinte forma:
- 1.396.474 contribuintes sem prioridade legal;
- 839.464 contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida ou escolheram receber a restituição via Pix;
- 309.441 contribuintes que fizeram a declaração pré-preenchida e também optaram pelo Pix;
- 197.821 contribuintes com prioridade prevista em lei.
Entre os beneficiados pela prioridade legal estão pessoas com 80 anos ou mais, idosos entre 60 e 79 anos, pessoas com deficiência física ou mental ou com doença grave, além de contribuintes cuja principal fonte de renda seja o magistério.
Para quem não possui prioridade, este será o primeiro lote de restituição recebido em 2026, já que os dois pagamentos anteriores contemplaram apenas grupos prioritários.
Julho encerra os lotes regulares do IRPF 2026
A Receita Federal informou que, neste ano, reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituição. Os pagamentos passaram a ser realizados entre maio e agosto, tornando o cronograma mais concentrado.
Com o processamento do lote de julho, ficam pendentes apenas as restituições de declarações retidas em malha fiscal ou com problemas cadastrais, especialmente relacionados aos dados bancários informados para o recebimento.
Segundo o órgão, aproximadamente 165 mil restituições deixaram de ser creditadas porque os contribuintes informaram o CPF como chave Pix, mas não possuem uma conta bancária vinculada a essa chave.
Como regularizar a restituição
Os contribuintes que enfrentarem esse tipo de pendência podem resolver a situação de três maneiras:
- cadastrar uma chave Pix do tipo CPF em uma instituição financeira;
- alterar a conta bancária pelo serviço Meu Imposto de Renda;
- enviar uma declaração retificadora com uma conta bancária de sua titularidade.
O que fazer se o pagamento não cair na conta
O crédito será realizado na conta bancária ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração.
Quem não localizar o nome na consulta deve acessar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) para verificar o extrato da declaração. Caso exista alguma pendência, será possível corrigi-la por meio de uma declaração retificadora e aguardar os próximos processamentos.
Se o depósito não for realizado por problemas na conta informada, como conta encerrada, o valor permanecerá disponível para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Após esse período, o contribuinte deverá solicitar a restituição diretamente pelo Portal e-CAC, utilizando a opção destinada ao resgate de valores não recebidos.